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| Um trago. |
Como gosto de escrever, minha mente se torna palco para diversos personagens munidos de voz e mente própria. Se fecho-lhes a porta, eles sentam-se e conspiram nalguma sala escura, iluminada apenas por um lustre pobre e empoeirada. Tempos depois, abro a porta e vejo que todo um contexto foi criado, sem meu consentimento ou esforço. E eu me vejo obrigado a relatá-lo, pois se eu fechar a porta novamente, quem sabe o que eles farão, presos nos porões de minha consciência? Que feitos obscuros e malignos eles podem maquinar no inconsciente de meu sono?
Este é uma dessas situações; fui seu refém, mas a esculpi obstinadamente.
Segue o relato.